Paróquia São João Batista - Meriti

Comunidade Matriz São João Batista

São_João_BatistaPadroeiro:

São João Batista
24 de junho

“O Precursor do Messias”

“E tu, menino serás chamado de Profeta do Altíssimo, pois irás adiante do Senhor preparar-lhe os caminhos.” (Lucas 1,76)

No alto das montanhas da Judéia, em Hebron, distante oito milhas de Jerusalém, vivia um casal santo, e que diante de Deus eram justos – Zacarias e Isabel. Apesar de estarem avançados na idade, nutriam em seus corações o desejo de gerar um filho, um descendente. Eram considerados malditos, pois não tinham filhos.

O Sacerdote Zacarias, num certo dia em que estava desempenhando as funções de seu ministério, no templo de Jerusalém, entrou no Santuário para queimar incenso, enquanto o povo orava. De repente apareceu-lhe, então à direita do altar dos perfumes, um anjo. Ao perceber o espanto de Zacarias, o anjo lhe disse: “Não temas, Zacarias, por que Deus ouviu tua oração. Tua mulher dar-te-á um filho, a quem darás o nome de João. Muitas coisas falou o anjo a respeito do menino, inclusive que ele seria cheio Espírito Santo, e que iria adiante do Messias.

Zacarias questionou o anjo e argumentou a idade avançada dele e da sua esposa Isabel. O anjo respondeu: “Eu sou Gabriel e meu lugar é diante de Deus; e é dele que trago tal mensagem. Porém como não acreditaste em minhas palavras, ficarás mudo, até o dia em que tudo isso se cumprir.”
Em cumprimento do que fora predito, Zacarias sai do templo sem conseguir pronunciar nenhuma palavra. Retornando para casa depois de alguns dias, pode confirmar a gravidez de sua esposa, pois para Deus nada é impossível.

Em Nazaré, Maria é visitada também por Gabriel, e tão logo ouve a saudação do anjo, profere o sim da redenção da humanidade, por Cristo Jesus. O anjo comunica sobre a gravidez de sua parenta Isabel em seu 6º mês. Maria vai as pressas até o Hebron. Eis que um encontro memorável estava para acontecer, o encontro do precursor e do Messias, cada qual no ventre de sua mãe.

Tão logo Isabel ouve a saudação de Maria, o seu ventre pula de alegria e ela exclama: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre, donde me vem à honra de vir a mim a mãe do meu Senhor…

João Batista foi batizado no ventre de sua mãe, ao ouvir a saudação de Maria; o estremecer foi provocado pela ação do Espírito Santo de Deus.
Lá na casa de Isabel e Zacarias, a mãe do Senhor permanece por alguns meses servindo das mais diversas maneiras.

Pouco antes do nascimento do menino, Maria retorna para Nazaré deixando os corações dos parentes, apertados de saudade e gratidão.

Isabel da à luz ao menino, toda a vizinhança correu para saudar o filho primogênito do sacerdote Zacarias.

No oitavo dia todos se reuniram para a circuncisão do menino, os que estavam presentes sugeriram que o menino tivesse o nome do pai, Isabel contestou e disse: “Ele se chamará João”. Zacarias estando mudo escreveu o nome de João numa tábua e imediatamente voltou a falar, e cheio de alegria no Espírito Santo exclamou: “Bendito seja o Senhor de Israel!”

A cada dia o menino crescia e enchia de encanto os vizinhos e moradores das montanhas da Judéia que exclamavam: “Que será um dia este menino?”
João era um jovem orante e atuante que movido pelo Espírito Santo, foi para o deserto em busca de santificação. Trajava vestes de pele de camelo, tinha os rins cingidos com uma cinta de couro e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestres.

Santo Agostinho diz que, em São João o mundo teve pela primeira vez a experiência do Eremitério.

Quando completou 30 anos, recebeu uma ordem divina para deixar o deserto e anunciar a vinda do Messias e preparar-lhe o caminho.

João percorre a região do Jordão pregando um batismo de penitencia para remissão dos pecados. João era um profeta que no verdadeiro sentido da palavra, anunciava e denunciava.
Sobre João, o próprio Cristo disse: “Que entre os nascidos de mulher, não há maior profeta que João Batista.”

Jesus vai ao Jordão, vai ao encontro de João, era dele que o próprio João havia dito: “Eu batizo na água, para a penitência, mas vem outro, que é mais poderoso que eu, e de quem eu não sou digno de desatar as correias das sandálias, ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.”

Ao avistar o Senhor, João ficou extasiado e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo.” Cumpria-se o que tinha Isaias profetizado. Jesus entra na água, João não se acha digno de batizá-lo, Jesus insiste para que o rito permaneça. O Espírito Santo desceu sob a forma de uma pomba o céu se abriu, e do céu ouviu-se uma voz: “Este é meu filho muito amado, em que pus minha complacência.”

Jesus segue seu caminho e João sua missão de denunciar as injustiças, o abuso de poder, as imoralidades, as ofensas as leis de Deus.

João os chama de serpentes, víboras, e pelo seu tom ameaçador e denunciador é preso por Herodes.

O Rei Herodes vivia com a esposa de seu irmão, e com a maior naturalidade desfilava com ela pelos palácios da corte.

João condena a atitude dos dois, por adultério, e os chama a conversão e penitência. A amante de Herodes influencia a filha a pedir a cabeça de João Batista numa bandeja de prata. Herodes atende, e João é decapitado.

João quer dizer Jhwn (Javé) mostra sua benevolência. O João Batista é aquele que fecha o antigo testamento e abre o novo, apresentando a todos a figura do Cristo Redentor.

Igreja MatrizHistórico:

O documento de doação das terras da Freguesia da Matriz de São João Batista consta de 1873 e por volta de 1875 teve início à construção da capela, com a doação de 30 contos de réis e mais a pia batismal pela Princesa Isabel, apoiada pelas famílias tradicionais da localidade como os Tavares Guerra, Telles de Menezes, Alves Carneiro entre outros. A inauguração da antiga capela foi em 1878 e outras terras doadas foram doadas em 1891. Ainda hoje, setembro de 2005, não se sabe ao certo os limites de terra da Igreja Matriz, pois não encontramos mapas antigos da cidade. Porém, sabemos que eram grandes datas (equivalente a alqueires) de terras.

Somente com a chegada dos padres franciscanos a regia, em 1932, reformulou-se a construção da capela, dando-lhe características de Igreja Matriz.
Acompanhada de grande festa, sua reinauguração deu-se em 24 de julho de 1938, com a presença do então interventor no Estado do Rio de Janeiro, o Sr. Amaral Peixoto. Aos fundos da Igreja ficava o Cemitério da Irmandade do Sagrado Coração, onde hoje funciona um colégio. A área da praça ia desde o cemitério até a Av. Dr. Arruda Negreiros.

Localizada na Praça Getúlio Vargas, Centro, a Igreja Matriz de São João Batista nada tem a ver com sua construção original. Com obra de ampliação nas décadas de 50 e 60 perderam-se todas as linhas arquitetônicas coloniais, mantendo-se, porém, como ponto de fé e orgulho de sua comunidade.

A Igreja Matriz de São João Batista é constituída de uma grande nave central com capela-mor e coro. Quadros da Vida de Cristo compõem os vitrais e detalhes em alto-relevo nas paredes representam a via crucis. Teto e pilastras são decorados e destaca-se ainda a construção da Torre do relógio nas décadas 1950/1960. A Igreja possui teatro, salões de festa e prédio de residência paroquial, e como estilo de arquitetura, apresenta uma profusão de traços que nos lembram o gótico nos arcos frontais do interior e exterior, prevalecendo o estilo maneirista. São João de Meriti forma com Duque de Caxias uma Diocese.

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