Paróquia São João Batista - Meriti

Comunidade São Vicente de Paulo

images (2)Padroeiro:

São Vicente de Paulo
27 de setembro

Na Pequena aldeia de Pooy, perto da cidade de Dax ao Sul da França, nasceu o terceiro, dos seis filhos do casal de João de Paulo e Bertranda de Morais, era o dia 24 de abril de 1581, no mesmo dia foi batizado e recebeu o nome de Vicente, que quer dizer “Vencedor do Mal”. Vicente, assim como seus irmãos, foram instruídos por sua mãe e dela também receberam o ensino religioso.

Desde muito cedo Vicente trabalhou como pastor de ovelhas e de porcos, seus irmãos mais velhos ajudavam os pais na lavoura.

A piedade e a religiosidade marcaram o nosso pequeno pastor; em frente a sua casa tinha um grande Pé-de-Carvalho e nele formou-se um buraco que Vicente colocou uma pequena imagem da Virgem Maria e onde, diariamente, se ajoelhava e fazia suas orações.

Sua inteligência e piedade, logo chamaram a atenção do vigário, que aconselhou seus pais a permitirem que ele entrasse na escola.

Foi matriculado em um colégio religioso de Franciscanos na cidade de Dax e lá fez os estudos básicos. Os estudos teológicos foram feitos na universidade de Tolusa. Foi ordenado sacerdote em 23 de setembro de 1600, estava com 19 anos, e aos 23 recebe o título de doutor em Teologia.

Pe. Vicente era muito estimado por todos, e seus sermões edificavam os seus ouvintes. Uma rica viúva que gostava de ouvir as suas pregações, ciente de que ele era muito pobre, deixou para ele uma herança, uma pequena propriedade e determinada importância em dinheiro, que estava com um comerciante em Marselha.

Ele foi atrás do devedor, encontrando-o recebeu grande parte do dinheiro; ao regressar o barco que estava foi aprisionado pelos piratas turcos, os passageiros foram levados para Turquia e lá vendidos com escravos.

Pe. Vicente foi vendido para um pescador, depois para um químico; com a morte deste, ele passou para o poder de seu sobrinho que o vendeu a um fazendeiro.
Depois de algum tempo é libertado pelo fazendeiro e retorna para França, e lá em Avinhas, hospeda-se na casa do Vice-Legado do Papa e com ele vai para Roma, lá estuda e se forma em Direito Canônico.

Pe. Vicente retorna a França a pedido do Papa para levar um documento sigiloso ao Rei e pelo Rei foi escolhido como Capelão da Rainha. Seu serviço era atender os menos favorecidos, levando o alimento material e espiritual a todos os necessitados. Visitava diariamente os hospitais, presídios, escolas etc.

O ambiente no palácio era por demais luxuoso e Pe. Vicente pediu a Rainha para ir morar numa pensão.

Com o passar do tempo Pe. Vicente conhece o Pe. Berulle, e este logo foi nomeado Bispo de Paris. Pe. Vicente foi indicado para assumir uma pobre paróquia no subúrbio de Paris; lá criou a confraria do Rosário para que seus confrades visitassem os doentes diariamente.

O Bispo Dom Berulle indica o Pe. Vicente para dar formação aos filhos do general das Galeras, assim com atender os colonos e trabalhadores de suas propriedades.

Foi residir no Palácio dos Gondi, e lá morou por 5 anos, e com auxílio da Senhora de Gondi, funda a Congregação das Missões e a Confraria da Caridade, sendo que a primeira cuidaria da evangelização dos pobres camponeses e a confraria da caridade daria assistência espiritual e corporal aos doentes menos favorecidos, era o ano de 1618.

Muitos homens, inclusive muito jovens seguem Pe. Vicente, que exige de seus filhos espirituais pregações simples e ternura em seus corações. Pe. Vicente recebe um leprosário que estava vazio, para residência de seus padres.

Somente em 1633 a ordem recebeu o reconhecimento , a bula do Papa Urbano VIII.

Pe. Vicente sempre tinha um olhar de ternura e carinho para com as crianças abandonadas, os velhos esquecidos e marginalizados, os pobres e doentes, além dos encarcerados. Durante sua vida fundou grandes obras, que até hoje estão a serviço da humanidade.

Em 1633, encontra-se com a viúva Luísa de Marilac e com ela funda a Confraria das Irmãs da Caridade. Muitas damas da sociedade unem-se a nova ordem, e juntas formam um exército de voluntárias que saem pelas ruas, para visitar os presos, os idosos desamparados e principalmente as crianças jogadas nas ruas e nas sargetas da intolerância.

O Serviço Social nasce de ideais de Pe. Vicente e Luísa de Marilac; que juntos recolhem fortunas dos ricos e as distribuem para necessidades dos seus assistidos.
Em 1648, Pe. Vicente envia seus coirmãos, para as primeiras missões em Madagáscar.
Pe. Vicente dizia que: “Jamais devemos perder de vista o divino modelo! É preciso ver Jesus Cristo no pobre, e ver no pobre a imagem de Cristo.”

Na madrugada de 27 de setembro de 1660, Pe. Vicente com seus quase 80 anos e uma vida cheia de lutas, conquistas e doações, entrega nas mãos do dispensador de nossas vidas, a sua própria vida. Pe. Vicente gastou-se por amor…

Seu sepultamento foi marcado pelas lágrimas de gratidão de tantos órfãos que o tiveram por pai, de tantos idosos que o tiveram por filho, de tantos doentes que o tiveram como remédio e de tantos encarcerados que o tiveram como advogado, conselheiro e amigo.

Foi canonizado em 1737, e em 1885 é declarado o Patrono de todas as obras de caridade da Igreja.

Histórico:

A Comunidade de São Vicente de Paulo se localiza na Rua Teixeira Pinto, 53.

São vinte e quatro anos de caminhada: apesar de ser o Padroeiro dos pobres, somos ricos na fé e na perseverança e em nossa caminhada.

Participando de vários cursos na Paróquia, hoje temos ministros da Palavra e Eucarísticos, e catequistas, temos Missa uma vez por mês e as celebrações da Palavra duas vezes na semana. A comunidade também conta com as seguintes atividades: Legião de Maria com visita aos hospitais, a asilos e as famílias; Pastoral da Criança que cuida das gestantes e crianças carentes da comunidade; Estudo bíblico uma vez por semana; Alfabetização de adultos; Distribuição de bolsas para as famílias necessitadas; Reunião de Batismo com 4 turmas por ano; Grupo de quatro coordenadores que se reúnem todo 1° domingo de cada mês com os membros de cada Pastoral; Assembleia Comunitária que acontece uma vez por ano para a avaliação dos trabalhos pastorais e de dois em dois anos acontece a votação para mudança de coordenação como manda o as diretrizes de nossa Diocese.

Temos uma boa convivência com nossa Paróquia, com os padres e nosso Pároco. Nossa Comunidade cresceu muito com a chegada de Frei Walter. Ele é muito organizado e atencioso, ele tem diálogo aberto, procura estar atento aos nossos trabalhos pastorais, tem nos ajudado em nossa caminhada de fé e evangelização. A Paróquia é uma porta aberta para a Comunidade, podemos procurá-lo a qualuqer hora do dia ou da noite para tirarmos dúvidas.

Além do Plano de Comunhão de Bens que funciona muito bem, já nos ajudou muito, fazendo melhorias na Comunidade, como: cobertura, grade de proteção no muro lateral e aparelho de som, entre outras.

A comunidade teve seu inicio a partir de reuniões de Novena de Natal em casas de famílias no ano de 1981. No ano seguinte fixamos nossas reuniões em uma varanda localizada à Rua São Sebastião, nº 10 (Antigo Correio) e alí reunimo-nos por muito tempo com duas Legionárias fundadoras, são elas: Vera e Sueli, contando sempre com a presença de Frei Estevão e Frei Atílio.

No decorrer das reuniões houve um entendimento para que o nome do Padroeiro fosse “São Vicente de Paulo”, nome este sugerido pela Irmã da Casa da Criança Lar São José, o qual abraçamos com muito amor e carinho. Tentamos seguir um pouco as obras do nosso Padroeiro através de arrecadações de alimentos e posteriormente distribuição dos mesmos em bolsas para as famílias carentes, também começamos com o trabalho de catequese, porém não pudemos mas permanecer no local e por motivo ignorado foi pedido que desocupássemos o mesmo. Em seguida fomos realizar nossas reuniões em uma garagem na casa de um membro da Comunidade e ai continuamos o trabalho de catequese, houve também uma confraternização e sem que esperássemos fomos avisados que não poderíamos mais nos reunir naquele local, pois estava causando desconforto à família. Encontramos então urna casa desocupada que nos foi cedida pelos proprietários por um período indeterminado, pudemos então dar continuidade às nossas atividades. Realizamos vários eventos, tais como: Festa do Padroeiro, festas juninas, almoços, vigílias com muita participação, missões, 1ª Eucaristia e outros,

Fomos visitados por Dom Mauro, nosso Bispo, que não nos deu esperanças por termos escolhido o Padroeiro dos pobres, segundo ele, por isso seríamos sempre pobres, o que ocorreu foi justamente o contrário e a nível espiritual viemos ao longo do tempo enriquecendo com as catequistas e o grupo jovem.

Como sempre, outra surpresa, o período que para nós parecia ser indeterminado, passou a ser determinado, seu proprietário nos avisou, entristecido que precisaria do imóvel para reforma e posteriormente moradia, tínhamos permanecido ali por 4 anos. No mesmo momento fomos convidados a nos reunirmos em uma barraca a qual era um tanto preocupante, os encontros, mas a nossa fé superava, até que alugamos a mesma por 3 meses e mais uma vez não fomos felizes, pois tivemos que sair do local, indo então nos reunir na varanda da casa de pessoa da Comunidade por mais algum tempo. Como a surpresa já fazia parte da nossa caminhada fomos avisados que também não podíamos mais nos reunir naquele local, até mesmo por desconforto dos moradores e a partir daí tivemos que passar a fazer nossas reuniões de casa em casa, graças ao empenho dos membros que cada semana oferecia seu espaço. Foi um dos melhores momentos por que passamos muito gratificante mesmo, pois a Comunidade se estendeu em conhecimentos e laços de amizade.

Fomos pegos com mais uma surpresa, só que desta vez, muito agradável, fomos contemplados com o Plano Esperança II, foi quando começou a procura de um terreno, tivemos algumas dificuldades, pois quando achávamos algum que era do nosso agrado, a verba disponível não era suficiente ou mesmo o contrário, quando havia a verba, o terreno encontrado não satisfazia as necessidades da Comunidade, sendo assim depois de muita procura encontramos um terreno que agradou toda a Comunidade, porém a equipe do secretariado nos advertiu sobre o mesmo ser um tanto acidentado, mesmo assim, resolvemos comprá-lo. A compra foi concretizada no dia 04 de setembro de 1990. O imóvel não era apropriado para as atividades da Comunidade, mas conseguimos fazer as reuniões da catequese que antes aconteciam nas casas, como também círculos bíblicos, grupos de oração, Missas todo o 2° domingo do mês, celebrações aos 4º domingos, fizemos uma colônia de férias muito discutida no bairro. Enfim, o imóvel sofreu muitas mudanças até ficar quase em um salão. Fomos então contemplados com o Projeto de construção do Centro Comunitário que teve início em 16 de dezembro de 1991. A primeira etapa da construção foi o alicerce, parede e telhado, encerrando-se em 04 de março de 1992. O projeto final era a construção de um salão, duas salas e um banheiro ao fundo, porém não pudemos concretizá-lo imediatamente, pois tivemos que paralisar as obras por três meses, visto o terreno estar ocupado por um membro, que nesse período desocupou o espaço.

Começamos então a segunda etapa, que era a construção de duas salas, o banheiro, o embolso de todo o centro, instalações das luzes, colocação das portas e janelas. A segunda etapa teve início em 25 de maio de 1992, encerrando-se em 11 de setembro de 1992. Demos início assim a terceira etapa no dia 15 de setembro de 1992, que foi a colocação do piso do salão e nas salas, encerrando-se no dia 02 de outubro de 1992.

Toda a obra de construção do Centro Comunitário surgiu de muito empenho, dedicação e muito trabalho por parte dos membros da Comunidade. Os trabalhos realizados foram: dois bingos, festas juninas, festa do Padroeiro, almoço e alguns eventos realizados nas ruas próximas, festivais, excursões, muitas rifas e também muitas doações, tais como: 1 caminhão de pedra, 1 caminhão de areia lavada, 2 caminhões de terra de embolso, 1 porta de frente, 1 porta lateral, 1 basculante de banheiro com pedra mármore, algumas madeiras e fechaduras das portas e o valor da metade do preço das pedras mármore das janelas.

Programação semanal:

Domingo: 1º Domingo – Missa – 9h30

2º, 3º e 4º Domingo – Celebração – 9h30

Último Domingo – Adoração ao Santíssimo – 8h30

Quarta-feira: Legião de Maria – 16h30

Dança de Salão – 18h30

Sábado: Aula de Dança e Ballet – 8h30

Catequese – 14h

 

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